Cirurgia ortognática /
Para quem se destina a cirurgia ortognática?
A cirurgia ortognática se destina a pessoas que apresentam desequilíbrio músculo-esquelético da face, o que pode trazer inúmeras conseqüências que influenciam de maneira negativa o dia-a-dia, como apnéia do sono, dormir de boca aberta, dores nas articulações da face e dores de cabeça decorrentes, dificuldade de fechar a boca, além de desarmonias estéticas. Todas essas características podem ser um indicativo para a cirurgia. Só um odontólogo especializado no assunto saberá fazer o diagnóstico correto.
Qual é a maior ansiedade de quem faz a cirurgia ortognática?
As pessoas têm muito medo do pós-operatório, de sentir muita dor. Isso é totalmente infundado, pois o pós-operatório não é dolorido, ele é incômodo. Existe muito preconceito com relação à cirurgia, pois antigamente ela era realmente desconfortável, muitas pessoas ficavam com a boca amarrada e tinham dificuldades de comer e respirar. Hoje, a anestesia, por exemplo, é uma das especialidades médicas que mais evoluiu nos últimos anos, garantindo mais segurança à cirurgia. E a questão da boca amarrada não existe mais. O tempo de recuperação é relativamente pequeno. Dura pouco, entre uma e duas semanas, e após 15 dias, se tudo estiver correndo bem, o paciente pode voltar a sua rotina. Também percebemos uma grande ansiedade com relação às mudanças faciais. Realmente existe essa mudança, mas em quase 100% das vezes ela é positiva e o paciente fica extremamente satisfeito com o resultado.
Quem pode fazer a cirurgia? Existe idade mínima e máxima para fazer?
Sim, o ideal é realizar a cirurgia após o término da fase final de crescimento. Nos homens, isso se dá pelos 18 ou 19 anos. Nas mulheres, por volta dos 16 ou 17 anos. Caso contrário, é possível que haja modificações no rosto. Não existe idade máxima, desde que a pessoa seja saudável e realize todos os exames pré-operatórios solicitados. Qualquer pessoa que tenha indicação ao procedimento, que esteja com a saúde em dia e que realize todos os exames solicitados no pré-operatório pode fazer a cirurgia.
A cirurgia irá resolver apenas uma questão estética ou também problemas de saúde?
A cirurgia é antes de tudo uma forma de corrigir as alterações do crescimento da face, para assim melhorar a qualidade de vida do paciente. A questão estética vem como uma conseqüência altamente desejável. E mesmo as pessoas que procuram a cirurgia primeiramente por motivos estéticos geralmente ficam surpreendidas e muito felizes com a melhora funcional que elas têm após o procedimento (mastigação, respiração e sono).
Por que tantos profissionais de Saúde desconhecem a cirurgia?
Acreditamos que esses profissionais até já ouviram falar da cirurgia, mas não têm o conhecimento dos benefícios funcionais do procedimento e dos ganhos após a cirurgia. Ainda há o estereótipo de que a cirurgia é apenas para casos severos e visa apenas a correção das questões estéticas. Ela não é apenas uma questão de vaidade, mas sim de necessidade, para melhorar a funcionalidade do paciente. O que falta ainda é o conhecimento das indicações do procedimento. Para aprofundar o conhecimento das outras áreas de saúde, temos trabalhado junto a profissionais de enfermagem, odontologia, dermatologia e cirurgia plástica, dentre outros, para desmistificar a cirurgia. Realizamos visitas e palestras para mostrar as reais indicações para a operação e os benefícios pós-cirúrgicos.
Qual a diferença da cirurgia hoje e a de vinte anos atrás?
Hoje a cirurgia é muito mais segura, confortável e previsível. A anestesia, por exemplo, é uma das especialidades médicas que mais evoluiu nos últimos anos. Além disso, hoje temos como prever melhor os resultados, pois também houve grande avanço com relação às imagens, pois conseguimos ver o rosto em tamanho real, em 3D, ao fazer uma simulação. Também mudou o atendimento, a forma de ver o paciente e o pós-operatório. Não há mais a necessidade da boca amarrada, devido a novas formas de fixação, através do uso de placas e parafusos. Na Integrato Odontologia Humanizada, antes e após a cirurgia o paciente é acompanhado intensamente por uma equipe multidisciplinar totalmente especializada para atendê-lo da melhor forma possível. São profissionais da área de psicologia, nutrição e fisioterapia que atuam em conjunto para oferecer a recuperação mais rápida e confortável, alcançando os melhores resultados possíveis.
Por que as pessoas têm tanto receio?
A maioria das pessoas tem receio por desconhecimento das indicações e por temer a anestesia, pós-operatório e as mudanças faciais. Muita gente ainda associa a cirurgia a métodos antigos e dolorosos, à famosa boca amarrada e ao sofrimento. Hoje não há mais isso. As técnicas são bem mais modernas e o pós-operatório é muito mais confortável.
Ela é realmente muito invasiva?
Não tanto como as pessoas pensam. Na grande maioria dos casos o procedimento é todo feito por dentro da boca. Pelo lado de fora, em alguns casos pode haver a necessidade de um pequeno corte, de no máximo 3 milímetros, o qual depois se torna imperceptível, principalmente quando comparado aos resultados alcançados.
O pós-operatório é muito doloroso?
Na verdade, a cirurgia não causa muita dor, já que a região da boca fica dormente. Há desconforto na parte respiratória, como se a pessoa estivesse com uma gripe muito forte, congestionada e com alguma dificuldade para respirar. Antigamente havia a chamada boca amarrada. Hoje, não há mais isso. O paciente consegue comer alimentos líquidos e pastosos já no segundo dia após a operação. Isso facilita na sua recuperação, tanto física, quanto psicológica, já que ele poderá ingerir os alimentos necessários para seu restabelecimento.
Onde é feita a cirurgia? Só em hospitais?
Sim, a cirurgia só pode ser feita com anestesia geral em ambiente hospitalar, onde há mais segurança para o paciente, além de todas as especialidades médicas que estão à disposição do paciente, caso haja a necessidade delas. Se houver a necessidade de algum atendimento mais especializado, se houver alguma complicação, o paciente já estará dentro do hospital e terá atendimento imediato.
Veja resultados e relatos dos pacientes submetidos à cirurgia ortognática.
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